Ah, o natal, essa época do ano consumista e alegre que vive no coração de muitos, assim como outros tantos o detestam. Eu, particularmente, gosto do natal. Tenho muitos momentos felizes guardados de natais passados, o grande banquete, a entrega de presentes, brincar com a avó sobre o show do Roberto Carlos, as piadinhas infames (presentes no ano novo também), é sempre muito divertido.
E no natal, todos parecem lembrar-se de uma palavrinha chamada generosidade. Vocês devem conhecer alguém que adota uma criança, ou vira um padrinho, e ajuda presenteando-as com roupas e brinquedos. Outros ainda ajudam com cestas básicas ou bolsa família de natal, ontem mesmo apareceu uma senhora no “Fantástico” que construía casas para os que precisavam. Eu acho esses gestos belíssimos e tocantes, porém, o que ninguém pergunta-se é: E o futuro dessas pessoas ? Um dia você dá um pão e no outro dia essa pessoa não tem esse pão, ou melhor, não tem o resto do ano que está chegando. Será que assim nós estamos realmente ajudando alguém ? Oferecendo objetos e alimentos oferecer qualidade de vida? Eu não acredito nisso. A mãe pássaro não alimenta seu filhote eternamente no ninho, quando ele atinge a idade adulta, ela o ensina a voar. A mãe mostra como faz e observa o filhote de longe, sem ajudá-lo, por que chegou a hora desse filhote aprender a depender de si mesmo. E é exatamente isso que não acontece quando nós ajudamos pessoas necessitadas no natal, doando cobertores, roupas e cestas básicas. Ajudar dessa maneira é, como já disse, um gesto magnífico, mas não é o bastante. Esses adultos precisam de um emprego digno para os próprios poderem comprar o seu pão, suas roupas e brinquedos no próximo natal. Essas crianças precisam de uma escola limpa, com um ensino de qualidade e professores presentes que as incentivam a acreditar que são capazes de realizarem seus sonhos, mesmo que seja com muito esforço, e tornar-se um adulto admirável. Esses professores, assim como outros trabalhadores, precisam ser pagos com salários decentes e tratados com respeito. Se o Natal é uma época de caridade e generosidade, vamos ser realistas e encararmos a verdade. E não adianta ficar reclamando da piada de um humorista americano, independente dos problemas que eles tenham, nós temos muito mais para nos preocupar.
Eu fico tocada com matérias como as de ontem do “Fantástico” sobre aquela senhorinha, mas posso dizer a verdade? Eu fiquei muito mais emocionada com a matéria que passou semana passada, sobre a menina que mora numa cidade carente do interior e toca piano divinamente. Ela, com certeza, têm diversos obstáculos e montanhas para atravessar, e mesmo assim ela não desistiu e já ganhou prêmios renomados pelo seu talento. E o meu desejo de natal é que todos vocês não desistam de seus sonhos por mais impossíveis que possam parecer. Se tudo der errado é só soltar um quilo de palavrões e continuar tentando.
Quer um exemplo? Eu sonhava em me formar e ter uma formatura digna. No dia da minha formatura choveu, e não pouco, choveu muito! Parecia um rio, ou melhor, o mar descendo do céu. Eu saí as pressas do salão no meio da “enxurrada” até chegar em casa e descobrir que a van que iria me levar já estava na porta do meu prédio me esperando. Parecia que a formatura que eu sempre sonhei não aconteceria, mas eu subi, me arrumei, despejei um quilo de palavrões e consegui chegar lindamente no momento do hino. E meninë, eu me diverti HORRORES, dançeeei muuuuito! HAHAHAHAHA
Amanhã eu acabo de arrumar o layout, sim, estou com sono D:
----------------------------------
Me ajudem a ganhar livros grátis no SKOOB. E Quem tem poupée, por favor, comentem nos meus itens do POUPÉE
Category: / Views: 154 / 7 i wish you were (comments)